Um filme para a sexta-feira

Compartilho este texto e a sugestão de um filme, meu comentário fica por aqui porque Matheus Mans do Litera Tortura o faz de forma magnífica:

Recentemente, estava no ônibus com uma amiga quando entrou uma idosa falando sozinha. Outro idoso, que estava sentado ao nosso lado, viu a situação e disse uma frase que ficou marcada em minha mente: “Temos que aprender a ficar velhos. Temos que aprender a envelhecer pra não ficar assim”.
Após ouvir isto, fiquei muito tempo pensando na tal frase e tentando decifrar como devemos aprender a ficar velhos. E, caso aprendamos, qual seria a velhice ideal? Caso não fiquemos falando sozinhos no ônibus já seria o bastante? Isso já seria aprender a ficar velho? Então, comecei a notar uma série de filmes, livros e músicas que tratam do tema da velhice e, principalemente, materiais que abordam uma nova visão. Observando tal material, notei que aprender a ser idoso é aproveitar a terceira idade como se ela não estivesse lá. Deve se emocionar, aprender, amar e fazer tudo o que tem vontade. É viver de forma intensa.
Assim, em uma série de obras relacionadas aqui, tento, de forma sucinta, demonstrar como essa nova maneira de envelhecer está aos poucos se tornando algo usual e normal em uma sociedade que tende a envelhecer cada vez mais. Portanto, ao invés de pensarmos como iremos tratar e lidar com tantos idosos, pensemos o que eles irão fazer para possuírem a independência e, por que não, a diversão necessárias.
Esse filme, em minha opinião, (na opinião de Matheus Nans) é o que mais trata sobre o tema velhice e os tabus que envolvem a maneira que o idoso deve se portar. Com uma direção magistral de Stéphane Robelin, a história é sobre dois casais de idosos e um solteirão que resolvem morar juntos, sem ter que se submeter a uma casa de repouso. Com isso, eles chamam a atenção de um jovem estudante que resolve fazer um documentário sobre eles, tratando de temas tabus da terceira idade: sexualidade, solidão, relacionamento familiar e morte. Tudo isso tratado de forma leve e divertida pelos idosos, que vivem uma vida intensa e de amplo aproveitamento.
Em suma, é um filme que mostra uma velhice onde a felicidade está em fazer tudo que a idade permite, não importando se é socialmente aceito ou não. Uma lição muito bem direcionada e um verdadeiro tapa na cara de quem enxerga a terceira idade como algo limitador.

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