Ambiente urbano inclusivo e sustentável

ONU prega ambiente urbano inclusivo e sustentável para os Idosos
Postado por em set 30, 2015
Em 2015, a ONU celebra o 25º Dia Internacional das Pessoas Idosas  com o tema: “Ambientes urbanos sustentáveis e inclusivos para todas as idades”.
Vejam que o tema foi abordado pelos governantes de modo crítico na assembleia da ONU, apesar de eles não serem os responsáveis por sua aplicação. Foram colocadas frases extremamente significativas, como “respeitar as pessoas idosas é tratar o próprio futuro com respeito, pois um dia seremos todos idosos”, “por mais rugas que o idoso tenha, nada esconde o amor que tem por nós” e “quanto maior a idade, maior a sabedoria, a paciência, e o amor”.
 

Para facilitar o dia a dia dos idosos, quase tudo tem que ser feito ou refeito nos ambientes urbanos. Desde ruas e calçadas até um controle da poluição ambiental que inclua nível de ruídos, qualidade do ar, da água e dos alimentos. Várias pesquisas publicadas recentemente na revista europeia de cardiologia comprovaram que a poluição do ar provoca hipertensão arterial e piora a aterosclerose das artérias coronárias que nutrem o coração, provocando maior risco de infarto do miocárdio.

As doenças cardiovasculares são as mais frequentes nos idosos, sendo no homem o infarto do miocárdio, enquanto na mulher é o acidente vascular cerebral (AVC). A segunda causa de morte em ambos é o câncer, tanto no homem (próstata, colo retal e outros) como na mulher (de colo de útero e mama e outros).
Vale ressaltar que a atividade física regular é fundamental para o envelhecimento saudável, ajudando a prevenir doenças. Além disso, manter hábitos alimentares normais sem abusos comuns, como o de viver para comer e não o de comer para viver, também é importante.
Uma questão polêmica recente é a que discute se um idoso deve fazer dieta rigorosa para o colesterol, para a hipertensão arterial e para o diabete. Sem dúvida, cada caso deve ser visto individualmente. Além disso, a decisão de proibir ou trocar alimentos deve levar em conta o custo e benefício desse tratamento, a situação nutricional e a condição econômica do idoso.
Agora um ponto que merece atenção especial: os ditos especialistas em antienvelhecimento ou “anti-aging”. Ele não podem prometer que irão rejuvenescer as pessoas com os “tratamentos” que fazem uso dos tais hormônios bioidênticos. Eles sequer são considerados especialistas, pois a ciência séria, tanto no Brasil como no mundo, não lhes dá credibilidade científica. Pelo contrário, podem sofrer punições éticas pelo Conselho Federal de Medicina e pelos Conselhos Regionais de Medicina se forem denunciados pelos pacientes por praticarem essa medicina alternativa. Na dúvida, converse com seu médico de confiança ou contate o CRM de seu Estado, é simples, e a resposta será bem clara.
Se quisermos envelhecer bem, além de prevenir os riscos à saúde, vamos à luta pelos nossos direitos como a ONU recomenda.
Por Nabil Ghorayeb para Globo Esporte

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