Envelhecimento – Conhecer para longeviver

A população idosa representava, em 2009, 11,3% do total de brasileiros e maioria dos idosos (64,1%) era a pessoa de referência no domicílio.

Comentário do Blog: Conhecer a realidade é fundamental para que eu e você possamos participar do exercício de pensar soluções adequadas, igualitárias e dignas para todos os brasileiros envelhecidos ou que estão envelhecendo. Partindo das perguntas a seguir vamos conhecer um pouco das informações que nos mostra o IBGE.

A longevidade do ser humano aumentou?
Não. O que aumentou foi a expectativa de vida, porque longevidade significa o tempo máximo de vida que o ser humano vive: 120 anos. O que acontece é que: um número maior de pessoas vive mais do que antes, aproximando-se cada vez mais do tempo máximo de vida, essa expectativa de vida varia segundo a época e o lugar onde se vive.
O envelhecimento é igual a velhice?
Não. O envelhecimento é um processo, desde que nascemos estamos  envelhecendo. Velhice é uma etapa da vida que faz parte deste processo. Por isso tratar o envelhecimento como doença ou problema é desencadear uma aversão a se tornar velho. O envelhecimento é um processo natural e contínuo.

 Mais de 40% dos idosos vivem com até um salário mínimo

Metade dos idosos também tem menos de 4 anos de estudo. Grupo já representa 11,3% da população brasileira, aponta Pnad

A população idosa no País tem crescido de forma sistemática e, 2009, o grupo formado pelas pessoas com 60 anos de idade ou mais já chegava a 21 milhões, o que representava 11,3% da população. Apesar disso, grande parte ainda vivia em condições precárias.

O Relatório Síntese dos Indicadores Sociais 2010, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que 43,2% dos idosos do País viviam com uma renda domiciliar per capita de até um salário mínimo.

Aqueles que tinham renda domiciliar per capita entre um e dois salários mínimos eram 29% e, os que passavam de dois salários mínimos, 22,9%. Outro dado que chama a atenção de forma negativa na pesquisa é escolaridade precária deste grupo, já que 30,7% dos entrevistados disseram ter menos de um ano de instrução.

Se ampliarmos para até 4 anos de estudo o índice chega a 50,2%. Apenas 17,4% dos idosos tinham 9 anos ou mais de estudo. Aqueles que tinham entre 4 e 8 anos eram 32,3%. No geral, a média de anos de estudo dos idosos era 4,2 anos.

O Sudeste é o que tem a maior taxa de pessoas com 9 anos ou mais de estudo (21,2%). Na região, 38% dos idosos disseram ter entre 4 e 8 anos de instrução. Considerando os idosos acima de 65 anos, o nível de escolaridade cai ainda mais e chega a 3,8 anos.

Perfil – Em 2009, mulheres eram a maioria dos idosos (55.8%), assim como brancos (55,4%). Pardos representavam 36,1% do total e, pretos, 7,2%. Conforme o estudo, a grande maioria (66%) já se encontrava aposentada, mas mesmo assim 64,1% do total ocupavam a posição de pessoa de referência no domicílio.

Durante a semana de referência da pesquisa, 29,3% das pessoas com 60 anos ou mais ouvidas estavam trabalhando. Os homens somavam 42,4% dos ocupados e as mulheres 18,9%. A partir dos 65 anos, o índice de idosos trabalhando cai para 21,9% e, acima dos 70 anos, para 16,1%.

Região Sudeste é a mais velha – O relatório aponta que a região Sudeste era a que concentrava o maior número de pessoas com 60 anos ou mais (12,7%), seguida de perto pela região Sul (12,3%). Já o Centro–Oeste era a que a tinha o menor número relativo de idosos, com 9,5% do total de pessoas da região.

A maioria esmagadora dos idosos do País vivia na região urbana (83,5%), sendo que na região Sudeste este índice chegava a 92,2%.

Arranjo familiar – De acordo com o IBGE, 30,7% dos idosos moravam com filhos maiores de 25 anos e, 23,8%, moravam apenas com o cônjuge. Os que vivem sozinhos representavam 13,8% do total.

Continuando o comentário: é importante saber que o aumento da expectativa de vida do brasileiro reduz valor da aposentadoria. Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, haverá uma redução média de 1,67% no benefício do trabalhador que se aposentar a partir desta segunda-feira por tempo de contribuição.

De acordo com os dados da tábua de mortalidade projetada para o ano de 2012, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida ao nascer passou de 74,1 anos, em 2011, para 74,6 anos, com acréscimo de 5 meses e 12 dias.

A diminuição se deve ao fator previdenciário, mecanismo utilizado pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para tentar adiar a aposentadoria dos trabalhadores mais jovens, penalizando quem se aposenta mais cedo, já que esse segurado, teoricamente, vai receber o benefício por mais tempo.

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