Porteiro amigo do idoso, um cuidador

As cidades crescem, aumenta, cada vez mais, o seu contingente de residentes com 60 anos ou mais.

Os idosos são um recurso para as suas famílias, comunidades e economias, desde que em ambientes favoráveis e propícios.

A OMS considera o envelhecimento ativo como um processo de vida moldado por vários fatores que, isoladamente ou em conjunto, favorecem a saúde, a participação e a segurança de idosos.

Comentário do Blog: Desde 2005 a organização Mundial da saúde (OMS) trabalha com um conceito, ou melhor, com o Programa Cidade amiga do Idoso. Nessa filosofia foi criado em 2010, no Brasil o Programa Porteiro Amigo do Idoso. Uma iniciativa do Dr. Alexandre Kalache com o apoio da empresa de Seguros Bradesco o Programa teve seu “debut” no Bairro de Copacabana/RJ. Agora, presente em várias cidades brasileiras.

“Seguindo a abordagem da OMS para o envelhecimento ativo, o objetivo  é mobilizar cidades para que se tornem mais amigas do idoso, para poderem usufruir o potencial que os idosos representam para a humanidade. Uma cidade amiga do idoso estimula o envelhecimento ativo ao otimizar oportunidades para saúde, participação e segurança, para aumentar a qualidade de vida à medida que as pessoas envelhecem. Em termos práticos, uma cidade amiga do idoso adapta suas estruturas e serviços para que estes sejam acessíveis e promovam a inclusão de idosos com diferentes necessidades e graus de capacidade.” Guia Global Cidade Amiga do Idoso.

Porque o Porteiro? – Pesquisas realizadas pelo Grupo Bradesco Seguros apontaram que os porteiros são considerados os “melhores amigos” dos idosos, prestando serviços importantes no dia a dia, tais como uma simples troca de lâmpada. Se realizadas por um idoso, essas atividades, aparentemente banais, podem resultar em quedas e fraturas, responsáveis por mais de 50% das imobilidades físicas de idosos, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Com base nessa forte interação já existente, o Programa Porteiro Amigo do Idoso visa a capacitar os porteiros a prestar um atendimento ainda mais qualificado e eficiente a esse público específico, de características e necessidades muito particulares.

Como foi o começo do projeto? – Em setembro de 2010, foram ofertadas 250 vagas, a custo zero, aos condomínios de Copacabana, no Rio de Janeiro. Os síndicos foram convidados a indicar os porteiros, o que se traduziu em retorno para as administrações. Em 2012, o Programa chegou a São Paulo, capital. Já em 2014 foi estendido também para o interior de São Paulo, Minas Gerais e Espirito Santo.

Metodologia  – Como estratégias serão propostas situações ativas de aprendizagem, com ênfase ao desenvolvimento de competências e ao ensino prático e vivencial, colocando o sujeito no centro do processo educacional. Por meio de aulas expositivas e dinâmicas de grupo com base em situações ocorridas no ambiente de trabalho dos porteiros, pretende-se atender melhor as necessidades dos idosos em geral.

Aqui  uma edição do Bonde Alegria – produção do CTE em parceira com a Unati / UERJ com o tema Porteiro Amigo do Idoso.

Fonte: http://www.vilavelha.com.br/longevidade/programa.asp

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