Quem tem medo de envelhecer? Parte 3

Ao focalizar a velhice e as questões a ela referidas, na contemporaneidade, há que se fazer referência a Magdalena Lea, psicóloga, poeta e uma mulher fora do seu tempo. 1913-2001.

A alegria e o entusiasmo com que Magdalena Lea tratou o tema envelhecimento causam em mim vários sentimentos e perguntas. Uma emoção indescritível invade o meu coração quando leio, ouço a vejo em suas entrevistas, chorona que sou… Desenvolvi por ela um enorme reconhecimento pela sensibilidade, pela ousada e apaixonada coragem  com que tratou o tema envelhecimento.

É da página Velhos Amigos de Maria de Lourdes Micaldas, filha de Magdalena Lea, que tenho pescado essas preciosidades, bem guardadas, e aqui publicadas. A Lou meu enorme  e carinhoso agradecimento.

Hoje, posto duas jóias preciosíssimas que o tempo nos diz que são atuais, modernas e contextualizadas.

A primeira,  um audio da entrevista de Flavio Cavalcanti com Magdalena Lea no ano de 1974. Sensacional! Essa mulher foi demais!

A segunda, Silvio Santos entrevista a maravilhosa Magdalena Lea em 1975. Imperdível!

Nota 1: Como trovadora premiadíssima e engajada ao Movimento desde o seu início, também editou dois livros: “Trovas Que Eu Vivo a Cantar” e “Trovas Escritas na Areia”. Mas o seu primeiro livro foi um romance: “Feia”, escrito em 1950, mas que só foi editado, de surpresa, pela família, quando a autora completou 87 anos. Magdalena – pessoa queridíssima no meio trovadoresco, partiu no dia 12 de junho de 2001, coincidentemente na data em que seria o aniversário de seu esposo.
Nota 2: O Serviço Social do Comércio (SESC) que, em 1963 iniciou um trabalho com pequenos grupos de idosos da cidade de São Paulo, marcando seu pioneirismo na criação de grupos de convivência para reflexão sobre as questões da velhice e mantendo-se como espaço associativo destinado ao exercício de expressão das demandas dos idosos. Tenho lido publicações atuais e esta informação está ausente.

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