Envelhecimento no Século XXI: Celebração e Desafio

O relatório Envelhecimento no Século XXI: Celebração e Desafio oferece vários exemplos de programas inovadores que tratam com sucesso as questões do envelhecimento e os interesses dos idosos.

O relatório Envelhecimento no Século XXI: Celebração e Desafio analisa a situação atual das pessoas idosas e o progresso nas políticas e ações adotadas por governos e partes interessadas na implementação do Plano de Ação Internacional para o Envelhecimento; esse Plano, aprovado na II Assembléia Mundial do Envelhecimento realizada em Madri, visa fazer frente às oportunidades e desafios de um mundo cuja população está envelhecendo, 2002.

Comentário do Blog: Extraí da Síntese Executiva do relatório uma pequena parte, mas o suficiente para entender o caminho a seguir e a permanência no mesmo, Mais do que a permanência futuras ações deveriam assegurar que as questões do envelhecimento fossem adequadamente refletidas na agenda de desenvolvimento pós-2015, inclusive através do desenvolvimento de metas e indicadores específicos. Antes de entrarmos nos texto que menciona dez ações fundamenteis deixo os  endereços para a Síntese e para o documento completo respectivamente:

Envelhecimento no Século XXI: Celebração e Desafio     e     Plano de Ação Internacional para o Envelhecimento

Vejamos: 10 ações prioritárias para maximizar as oportunidades de populações em envelhecimento

  1. Reconhecimento da inevitabilidade do envelhecimento populacional e a necessidade do preparo adequado de todas as partes interessadas (governos, sociedade civil, setor privado, comunidades e famílias) para o crescente número de pessoas idosas. Isto deve ser feito através da intensificação do entendimento, do fortalecimento das capacidades nacionais e locais e do desenvolvimento de reformas políticas, econômicas e sociais necessárias para adaptar as sociedades a um mundo em envelhecimento.
  2. Garantia de que todas as pessoas idosas possam viver com dignidade e segurança, tendo acesso a serviços de saúde, assistência social e renda mínima, através da implementação de pisos de proteção social nacionais e outros investimentos sociais que ampliem a autonomia e independência de idosas e idosos, previnam o empobrecimento no envelhecimento e contribuam para um envelhecimento mais saudável. Essas ações devem ter como base uma visão de longo prazo, forte compromisso político e orçamento assegurado, capaz de prevenir impactos negativos em tempos de crise ou mudanças de governo.
  3. Apoio à comunidades e famílias visando o desenvolvimento de sistemas de suporte que assegurem à idosas e idosos fragilizados os cuidados de longo prazo que necessitam e promovam o envelhecimento ativo e saudável em nível local para facilitar o processo de envelhecimento em curso.
  4. Investimento nos jovens de hoje, promovendo hábitos saudáveis e assegurando oportunidades de educação e emprego, acesso a serviços de saúde e cobertura de previdência social para todos os trabalhadores como o melhor investimento para a melhoria de vida das futuras gerações de idosos. Flexibilidade de horários de trabalho, aprendizagem continuada ao longo da vida e oportunidades de requalificação devem ser promovidas para facilitar a integração no mercado de trabalho das atuais gerações de idosos.
  5. Apoio a esforços internacionais e nacionais que visem o desenvolvimento de pesquisas comparativas sobre o envelhecimento, assegurando que os dados e evidências sensíveis a aspectos culturais e de gênero produzidos por essas pesquisas sejam disponibilizados como subsídios para a formulação de políticas.
  6. Incorporação da questão do envelhecimento em todas as políticas de gênero e das questões de gênero em todas as políticas de envelhecimento, levando-se em conta as necessidades específicas de mulheres e homens idosos.
  7. Inclusão do envelhecimento e das necessidades das pessoas idosas em todas as políticas e programas de desenvolvimento nacionais.
  8. Inclusão do envelhecimento e das necessidades das pessoas idosas nas respostas humanitárias nacionais, planos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, programas de prevenção e gestão de desastres.
  9. Assegurar que as questões do envelhecimento sejam adequadamente refletidas na agenda de desenvolvimento pós-2015, inclusive através do desenvolvimento de metas e indicadores específicos.
  10. Desenvolvimento de uma nova cultura do envelhecimento baseada em direitos humanos, com uma mudança de mentalidade e atitudes sociais relacionadas ao envelhecimento e às pessoas idosas, de beneficiários da previdência social a membros contribuintes ativos da sociedade. Isto requer, entre outras coisas, trabalhar para o desenvolvimento de instrumentos internacionais de direitos humanos e sua tradução em leis e regulamentos nacionais, bem como medidas afirmativas que contestem a discriminação por idade e reconheçam os idosos e idosas como indivíduos autônomos.
    Fonte: http://olhe.org.br/gerontologia/pesquisas-artigos-e-teses

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