LAB 60+BH conquista a desafio de longevidade da Universidade Stanford

O Lab 60+ propõe respostas positivas e inovadoras para a longevidade. Organizações de todos os setores discutem e propõem soluções coletivas. Cidadãos vivenciam e ressignificam o que é ser e realizar no 60+ anos.

Comentário do Blog: Aqui um fato realizado sob a iniciativa de Sergio Serapiao que assim se apresenta: Eu sou um empreendedor social e co-fundador e chefe da Via Gutenberg. Fundador e líder do LAB60 +. Eu amo meu trabalho. “O trabalho é amor na prática” é o meu mantra. Eu amo projetar novos modelos de negócios (ou melhorar as organizações), a fim de resolver problemas complexos (especialmente, longevidade). Tenho a certeza de que precisamos de mudar a forma como lidamos com as empresas e como lidamos com o envelhecimento, a fim de ter uma sociedade mais igualitária e um país melhor. E é por isso que concentro meu trabalho em duas causas: Sustentabilidade e longevidade. Gosto de desenvolver relações com as pessoas, encontrar metas comuns entre as organizações, é por isso que eu passo muito tempo promovendo redes de organizações de impacto positivo, como LAB60 + e B-Corps. Vejamos  o que aconteceu:

De Minas para Stanford, a experiência da embaixada do LAB60+BH demonstra como conexões improváveis de pessoas desiguais, a partir de uma Causa comum,  gera inovação e impacto. Assim, os alunos da Newton Paiva, “protagonistas colaborativos” LAB60+ em Minas Gerais, conquistaram o Desafio de Design da Universidade de Stanford.

Um coletivo de alunos mobilizado pelo embaixador LAB60+BH, Jan Diniz, em aproximadamente quinze dias, realizou uma imersão para entender problemáticas em que poderia atuar, e, com o suporte da rede colaborativa do LAB60+, propôs uma alternativa de baixo custo para um problema sério da carência de mobiliário adequado para idosos acamados no Brasil e no mundo.

Os alunos criaram o improvável, tornando realidade a Cadeira Biza (Biza Chair), e foram reconhecidos pela Universidade de Stanford. Melhor ainda, agora, nós do LAB60+ queremos ampliar o impacto, realizando um crowdfunding com a SUA ajuda e levar a cadeira para centenas, quem sabe, milhares de idosos institucionalizados do país, em situação de fragilidade.

Vamos juntos?

LAB60+ permite conexões improváveis de pessoas desiguais que, juntas, geram inovação e impacto positivo para um mundo mais igual!

Breves capítulos dessa história. Veja como nasceu o projeto vencedor do Desafio Stanford de Design para Longevidade 2016/2017, criado pelo Centro Universitário Newton Paiva de Belo HorizonteSenta que lá vem história….

O gatilho inicial

Durante o último encontro anual LAB60+2016, com duração de três dias, em novembro/2016, Jan Diniz, embaixador do LAB60+BH, realizou duas oficinas que conectaram a cultura maker com questões de longevidade. Pelo que sei, foi a 1ª oficina FABLAB voltada para longevidade no país (aguarde que virão outras!).

Jan desenvolveu exercícios de como pessoas diversas poderiam contribuir na busca por novas soluções para queda de idosos em residências através das tecnologias hoje disponíveis, tais como impressão 3D.

A experiência foi incrível para os participantes de diversas idades e seus realizadores. Ao término, eu estava certo de que tínhamos de desenvolver, em escala e regularidade, esta aproximação: jovens engenheiros makers com gerontólogos, cuidadores e familiares. Ela pode ser determinante para vencermos alguns dos desafios de cuidar de pessoas queridas com alto grau de dependência.

A missão impossível

Passado o turbilhão do encontro anual LAB60+2016, ainda no fim de novembro, recebi uma divulgação: Desafio de Design sobre Longevidade da Universidade de Stanford, o qual, apesar do prestígio internacional, ainda tem baixíssima divulgação e participação entre brasileiros.

Não pensei duas vezes, acionei universidades e embaixadores do LAB60+ com uma provocação quase imoral: “Por que vocês não entram no desafio ainda neste ano, mesmo que tenham apenas duas semanas de prazo para entrega?”

Jan provavelmente ainda mantinha a experiência positiva do encontro anual ressoando positivamente em sua mente, e me respondeu: – “Sim! Vou mobilizar professores e alunos do Centro Universitário Newton Paiva de Belo Horizonte.” 

Encontros improváveis, soluções inovadoras

Jan e alunos da Newton Paiva foram visitar, pela primeira vez, uma instituição de longa permanência para verificarem como poderiam colocar seus conhecimentos adquiridos na faculdade em prol desta temática ainda distante a eles: envelhecimento e longevidade.

Naquele momento, Gal Rosa, também embaixadora LAB60+BH (terapeuta ocupacional e gerontóloga) já estava envolvida e injetava ainda mais energia “Sim! É possível!” Ela aceitou orientar os alunos sem pensar no prazo que tinham, juntamente com o professor de arquitetura da Newton, Professor Rodrigo Reis.

Sensibilizados com a visita, os alunos ficaram impressionados com as feridas presentes em alguns dos idosos, decorrentes de longos períodos de inércia em mobiliário impróprio e intensificadas pela falta de disponibilidade de produtos adequados a preços acessíveis (globalmente), como apontaria Robert Pozen, um dos jurados do Desafio de Stanford.

“Cadeiras assim, custam mais de US$500 e o projeto da Biza Chair viabiliza-se por menos de US$100.”

Os alunos mergulharam no problema, decidiram desenvolver uma cadeira adequada e acessível. Para tanto, no limite de tempo que tinham, a rede já formada do LAB60+ disponibilizou-se para os alunos e deu confiança para eles acelerarem o desenvolvimento do trabalho com assertividade.

Realização

Finalmente, em nove de dezembro, prazo limite de entrega, Jan liga entusiasmado: – “Conseguimos! Criamos uma cadeira com baixo custo, que pode ser acessível para muitas pessoas graças ao design eficiente de material sem desperdício. Muitas pessoas se beneficiarão! Os alunos estão em êxtase!” 

Assim, a inscrição para o desafio foi feita, no minuto final. Todos ficaram preenchidos. Neste mesmo dia, a Gal também me mandou mensagens de realização. A rede de confiança construída a partir do LAB60+, era uma realidade e viabilizara rapidez de mobilização de pessoas e instituições incríveis, assim como uma troca propositiva e positiva em prol de uma causa única. #SomosTodosLAB60mais.

Desdobramentos e a surpresa

Considerávamos que a experiência acabara ali e já planejávamos juntos a expansão de outras oportunidades promotoras de experiências de aprendizado e realização entre gerações. Quando menos esperávamos, pela primeira vez, o Desafio de Design de Stanford tinha um vencedor brasileiro. Recebemos a notícia de Stanford: o projeto Cadeira da Biza havia ganhado o Prêmio Especial de Design de Cadeira pela unicidade do projeto. Incrível! Mágico! Inimaginável!

O caso da Cadeira Biza ilustra exatamente o que é o LAB60+. A força de transformação que juntos podemos ter, quando protagonizamos conjuntamente, colaboramos e todos focamos um mesmo objetivo: transformar o paradigma do que é envelhecer.

Estamos confiantes de que as diversas iniciativas desenvolvidas no LAB60+ têm contribuído determinantemente para a revolução da longevidade.

Como ampliar o impacto

Nos últimos meses propiciamos outras “conexões improváveis” que geraram iniciativas incríveis que ampliam o protagonismo na longevidade, potencializam pessoas em todas as idades. Exemplos são cursos para que sêniores se reinventem pelo trabalho e potencializarem-se a partir de desafios culturais, desenvolvidos coletivamente por associados do LAB60+, com apoio de organizações como Newton Paiva (BH) e com a Unibes Cultural (SP).

Por fim, gostaria de convidar todos a participarem de um esforço coletivo para ampliar do Projeto Cadeira Biza. Vamos fazer um crowdfunding para, juntos, escolhermos instituições de Longa Permanência e doarmos cadeiras BIZA para idosos que necessitam! Se você tem interesse em participar, escreva-me.

Acreditamos que podemos viver mais e melhor. E você?

Fonte:https://www.linkedin.com/in/sergio-serapiao-bab113/

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