Longevidade e a vida nas cidades

A população brasileira envelheceu e isso exige que governo, sociedade e os setores da economia se adaptem a esta realidade, que traz junto com ela desafios sócioeconômicos e oportunidades.

Esse foi o tema da  reunião da Câmara Setorial de Gestão e Políticas Públicas realizada no dia 10 de maio, às 10h, no auditório Senador Nelson Carneiro, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. O evento “Longevidade e a vida nas cidades” debateu como os municípios podem se preparar para essa nova realidade e quais são as ações que podem trazer melhorias efetivas na qualidade de vida dos idosos e, consequentemente, para a população em geral especialmente nas questões relativas ao desenvolvimento sustentável das cidades.

Durante o encontro, Antônio Leitão, gerente institucional do Instituto Mongeal Aegon, apresentou um estudo que mapeou e buscou entender o que influencia o bem-estar da terceira idade em 498 cidades brasileiras, tendo em vista a capacidade de atender às necessidades básicas desse grupo. Com foco nos resultados apurados nas cidades fluminenses, Leitão mostrou dados do Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), criado em parceria com a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP), e também o ranking gerado a partir dele. O IDL revela as atuais condições desses municípios levando em conta sete variáveis: cuidados de saúde, bem-estar, finanças, habitação, educação e trabalho, cultura e engajamento e indicadores gerais. O índice visa a ajudar os gestores na elaboração de políticas públicas para esse grupo.

Já Paulo Tafner, professor de economia da Universidade Cândido Mendes, abordou a questão da longevidade sob o ponto de vista econômico. Ele falou sobre o perfil da população idosa e o que precisa ser olhado em termos de futuro dentro das políticas públicas. Falar sobre como a academia se articula em relação à terceira idade  a professora de Design da PUC-Rio, Vera Damázio foi convidada. Na ocasião apresentou um estudo que evidencia uma série de questões que vão desde a identidade até a violência financeira cometida contra os idosos. Vera também falou sobre o projeto PUC-Rio 50+, que oferece cursos de extensão voltados especialmente para esse grupo.

Carlos Henrique Ribeiro, professor de educação física da Universidade Santa Úrsula apresentou o curso de mestrado profissional sobre a saúde e qualidade de vida, criado por ele, com a intenção de entender a densidade demográfica e o aumento da longevidade nas cidades. Fonte: www.querodiscutiromeuestado.rj.gov.br/

Comentário do Blog: Sinto nessas atividades o começo do caminho que deve ser trilhado, ou seja, pensar na velhice como tema, compromisso e realidade nossa, de todos. Esse pensar e agir precisa envolver a infância, a adolescência, a juventude e os adultos. Dessa forma começamos a produzir mudanças naturalmente inclusivas e solidárias. Diria que antecedendo a esse debate que ocorreu no dia 10 de maio de 2017, em abril o Programa Rio em Foco levou ao ar o tema Longevidade, conduzido de uma forma muito clara. Velamos como foi:

A população brasileira está ficando mais longeva e isso traz desafios em todos os setores da sociedade. Esse foi o pano de fundo do programa Rio em Foco que foi ao ar na segunda-feira (10/04). A professora de graduação e pós-graduação do departamento de Design da PUC-Rio, Vera Damazio, e o diretor executivo do Instituto Longevidade Mongeral Aegon, Henrique Noya, entrevistados da semana, contaram como as pesquisas e o contato direto com essa população ajuda no desenho de políticas para lidar com essa realidade. O Rio em Foco vai ao ar às 22h, pela TV Alerj, Canal 12 NET, com reprises no sábado, (15/04), às 17h e domingo, (16/04), às 20h. Ele pode ser assistido também pelo canal da TV Alerj no endereço http://www.youtube.com.br/alerjTV.

Imgem: Ihub

 

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