Para que as cidades sejam amigas dos idosos

Uma cidade amiga do idoso adapta suas estruturas e serviços para que sejam acessíveis e includentes de pessoas idosas, com diferentes necessidades e capacidades.

Em todo mundo as cidades estão crescendo e  envelhecendo.

Em 2007, mais da metade da população mundial passou a morar em cidades e, em 2030, cerca de três em cada cinco pessoas viverão em áreas urbanas. Ao mesmo tempo em que as cidades apresentam um crescimento acelerado, a proporção de pessoas idosas aumenta rapidamente: a população de cerca de 600 milhões de pessoas de 60 anos ou mais que temos hoje vai dobrar, chegando a 1,2 bilhões em 2025. Essas duas tendências ocorrem em um ritmo muito mais acelerado nos países em desenvolvimento.

Em ambientes urbanos favoráveis e estimulantes, os idosos constituem um recurso para suas famílias, comunidades e economias. Para ajudar as cidades, à medida que crescem
em tamanho e em número, a aproveitarem mais de suas populações idosas, a OMS  lançou o Guia Global das Cidades Amigas do Idoso, por ocasião do Dia Internacional
do Idoso, em 1º de outubro de 2007.

Uma cidade amiga do idoso adapta suas estruturas e serviços para que sejam acessíveis e includentes de pessoas idosas, com diferentes necessidades e capacidades.

Os idosos definem o que é ser “amigo do idoso” O projeto Cidade Amiga do Idoso foi lançado pela OMS no XVIII Congresso da Associação Internacional de Gerontologia
e Geriatria (IAGG) no Rio de Janeiro, Brasil, em junho de 2005. Com uma verba inicial dada pelo governo do Canadá e Help the Aged, Reino Unido, a OMS e seus parceiros, em
33 cidades de 22 países, pediram a cerca de 1500 idosos que apontassem os aspectos positivos e os obstáculos que eles encontram na cidade em que vivem, em relação a oito
quesitos:
1. prédios públicos e espaços abertos,
2. transporte,
3. moradia,
4. participação social,
5. respeito e inclusão social,
6. participação cívica e emprego,
7. comunicação e informação; e
8. apoio comunitário e serviços de saúde.

Os problemas, as preocupações e as sugestões que foram expressas pelos idosos foram complementadas pelas informações de cerca de 750 cuidadores de idosos e/ou prestadores de serviços. A partir dessas consultas, feitas no mundo todo, a OMS identifi- cou as características-chave de uma cidade amiga do idoso e preparou uma lista de checagem para cada um dos oito quesitos identificados.

Como Usar o Guia

Esse guia vai ajudar as cidades, em todas as etapas de desenvolvimento, a se analisarem sob a perspectiva dos idosos, para que possam identificar onde e como elas podem ficar
mais amigáveis a eles. O Guia é destinado a grupos e pessoas interessadas em tornar suas cidades mais amiga dos idosos, como órgãos governamentais, organizações acadêmicas e de voluntários, o setor privado e grupos de cidadãos.

A lista de checagem de características amigáveis aos idosos não é um sistema para comparar cidades. Na verdade, trata-se de uma ferramenta para uma cidade se auto-avaliar e um mapa onde possam ser anotados os progressos alcançados. Nenhuma cidade está tão atrasada para fazer melhorias significativas com base nesta lista. É possível ir além dela e existem cidades com características que vão além do indicado na lista. Essas boas práticas geram idéias que outras cidades podem adotar.

O mesmo princípio seguido na elaboração do Guia se aplica à sua utilização, isto é: envolver os idosos como parceiros plenos em todas as etapas. Ao avaliar os aspectos positivos e negativos das cidades, os idosos vão descrever como a lista de checagem de características amigáveis a eles reflete a sua própria experiência e expectativa. Eles darão sugestões para modificações e podem participar na implementação de projetos de melhoria. Nas fases de acompanhamento de ações locais os idosos deverão estar envolvidos

“Uma cidade amiga do idoso estimula o envelhecimento ativo ao otimizar oportunidades para saúde, participação e segurança, a fi m de aumentar a qualidade de vida das pessoas à medida que envelhecem.”Dr Alexandre Kalache, Diretor Programa Envelhecimento  e Curso de Vida da OMS

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Você encontra o Guia Global Cidade Amiga do Idoso  PDF em português neste endereço: GuiaAFCPortuguese.pdf

No Brasil o Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-Brasil)  desenvolve esse Projeto com diversos parceiros.

Sobre o movimento Cidade Amiga do Idoso

O movimento Cidade Amiga do Idoso, iniciado pelo programa global sobre envelhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS), começou em 2007 e hoje mais de 450 cidades em 37 países fazem parte de uma Rede Global da OMS (em 19 de maio de 2017). O projeto foi concebido e iniciado pelo Dr. Alexandre Kalache, na época diretor do programa global da OMS e agora Presidente do ILC-Brasil. Ele continua influenciando o movimento sendo um membro do conselho da Rede Global da OMS e atuando como consultor em várias cidades ao redor do mundo.

Ina Voelcker, diretora técnica do ILC-Brasil, também foi membro chave da equipe que lançou a iniciativa da sede da OMS em 2007. Baseado nessa experiência única, o ILC-Brasil desenvolveu um modelo brasileiro de cidades amigas do idoso com o nome   cidades-para-todas-as-idades.

O primeiro município a aderir à Rede Global da OMS é a cidade de Veranópolis no Rio Grande do Sul. Veranópolis já lançou seu plano de ação, baseado em uma pesquisa profunda que envolveu toda a população.

 

Assista o vídeo sobre o projeto:

Aqui o depoimento do Prefeito de Veranópolis/RS após a cidades ser certificada pela OMS -veranopolis-comemora-certificado-de-cidade-amiga-do-idoso 

Em 

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