Finitude e o sentido da vida por Ligia Py

Ao longo de sua vida, o ser humano se depara com experiências que registram desafios e situações inevitáveis, contrastadas pela temporalidade e pelo fim que o surpreendem e lhe cobram uma posição.

O termo finito, conforme Abbagnano (2007), tem significações que podem corresponder aos sentidos de infinito. Na perspectiva de Hegel, o infinito é a própria realidade enquanto potência ilimitada de realização, ao passo que finito é algo que não tem potência o bastante para realizar-se. Por esta ótica, o finito é irreal e encontra realidade somente no infinito e como infinito.

E em Heidegger, o caráter finito da vida é compreendido na perspectiva que qualquer projeto de mundo do ser humano já se encontra dominado pelo próprio mundo, o qual limita as possibilidades projetáveis, ou seja, devido à facticidade, são subtraídas do Ser-aí outras possibilidades (Abbagnano, 2007).

Finitude é, portanto, um termo abstrato correspondente a finito que, por sua vez, é a qualidade própria do ser humano e de suas possibilidades. Isso indica que toda filosofia da existência é também do finito, porque toma a existência em termos de possibilidades condicionadas. Para continuar lendo o artigo, clique aqui.

Comentário do Blog:  Destaco um pequeno trecho do artigo:  Finitude e Sentido da Vida: do torpor à tarefa, como uma introdução da Palestra da Prof. Ligia Py realizada em 16 de jul de 2017 no Café Filosófico.

A tensão que existe entre a certeza da finitude e o desejo da infinitude leva o ser humano a construir ilusões de imortalidade. Mas a consciência da finitude pode convidar à realização de sonhos, à invenção de outros destinos com outras significações. Neste Café Filosófico, a psicóloga Ligia Py discute que a existência finita, à mercê da fragilidade da vida, é pautada em ganhar e perder, construir e destruir, sofrer e gozar… até o final. Afinal, a vida é oportunidade de fazer escolhas, construir um caminho e deixar um legado.

Ligia Py é Psicóloga. Mestre e Doutora em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Membro da Comissão Permanente de Cuidados Paliativos da SBGG. Membro da Câmara Técnica de Cuidados Paliativos do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Nota: atualizado em 15/03/2017. Clque no link para assistir.

https://youtu.be/Sj5a7knNVTQ

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