Aqui sigo – documentário de Lorenzo Hagerman

O extraordinário documentário Aqui sigo revela uma verdade tão simples e profunda quanto o seu próprio título: pessoas com idade avançada que reivindicam seu lugar no presente, e não o passado para o qual tendemos a relegá-los.

A câmera de Lorenzo Hagerman seguiu de perto homens e mulheres com mais de 86 anos de idade, de sete países em três continentes, cujo denominador comum é a plenitude com a qual eles desfrutam de sua existência. Todo o “velho” cativante do documentário revela o segredo da sabedoria ancestral e que, sabendo que não têm mais nada, vivem todos os dias pelo que é: um presente que é por isso que se chama presente. Nada mais.

Comentário do Blog: Um super documentário onde o Diretor nos convida a enfrentarmos a nossa existência  seguindo as minhas máximas preferidas: Velhice não é doença; Viver o presente é fundamental e finalmente Aprender a envelhecer é preciso. A tradução é livre para o texto e o original pode ser lido ao Clicar o endereço da Fonte. Lembrando também que o filme está em espanhol e podemos  assisti-lo no iTunes. Ainda sem versão em português.

Aquí Sigo – Tráiler oficial

#AquiSigo ¡Estreno 17 de Agosto! Cinemex Cineteca Nacional

Posted by Aquí Sigo – Movie on Wednesday, July 26, 2017

Da Costa Rica à Nicarágua, do México ao Japão e do Canadá à Itália e Espanha, acompanhamos os personagens desde o momento em que abrem os olhos até irem para a cama sem pensar no amanhã, lembrando-se do dia com prazer.

Nós os seguimos enquanto eles se preparam para receber o dia desfrutando de um café aromático, algumas tortilhas feitas à mão, ou um arroz com hashi, dependendo de onde eles estão; refeições simples que comem como se fossem iguarias exóticas. Todos, independentemente de morarem em uma cidade, povoado, porto ou campo, sentem a natureza e recebem um dia ensolarado ou um céu claro com a surpresa daqueles que descobrem o mundo pela primeira vez. E nós também os ouvimos.

Sem pontificar, suas palavras são tão simples quanto suas rotinas diárias. Eles falam sobre seu passado, sem se lamentarem: “Qual é o problema?”, Diz Encarna Pardo, 93 anos em Barcelona. Quase todos viveram dentro e fora do país em algum momento de suas vidas. A maioria vive com formam casais com quem eles estão há mais de 60 anos, mas também há viúvos. O que é verdade é que todos reconhecem a importância do amor.

Sem alarde, os personagens do Aqui sigo continuam a compartilhar os segredos de suas vidas longas e frutíferas e atribuí-los a coisas diferentes. “Você sempre tem que aprender coisas novas”, diz Abigail de Mérida, Yucatán, que começou a estudar música aos 95 anos. “Eu canto o tempo todo”, diz Sumiko, de 96 anos, que vai pescar em Okinawa todos os dias. Todos intercalam suas conversas com risadas e concordam que a música é vital para a vida. Vemos alguns tocando gaita, outros dançando e quase todos cantando. Eles não se importam se fazem certo ou errado. Outra vantagem que vem com a idade é  o sempre restritivo “o que dirão os outros” enfraquece ao longo dos anos.

Para quase todos, a vantagem extraordinária de sua idade é que eles podem passar o dia fazendo exatamente o que querem; aquelas coisas que talvez eles sempre quisessem, mas nunca conseguiram fazer pelo tempo que suas obrigações foram tirando deles.

Com exceção daqueles que vivem na cidade de Barcelona, ​​quase todos os personagens vivem ou frequentam o campo, a praia ou a floresta. A natureza os chama e a câmera tira fotos deles intercalando com as de seu ambiente natural. Em particular, vemos fotos de árvores diferentes em diferentes momentos do dia; metáforas, talvez, dos mesmos protagonistas que nos lembram com sua dignidade e força que “as árvores morrem em pé”.

Há muitos ensinamentos deixados pelos amados personagens de Aqui estou para poder reduzi-los a este espaço. O que vale a pena notar é que a imensa riqueza compartilhada por todos e cada um deles não tem nada a ver com bens materiais. As condições econômicas em que vivem são tão simples quanto suas necessidades. Em nenhum lugar qualquer item do que normalmente chamamos de “luxo” é visto.

O único luxo que eles têm – e eles sabem disso – é o presente: o dom de estar vivo.

GÉNERO: Documental     PAÍS(ES): España/México
DIRECTOR: Lorenzo Hagerman         GUIÓN: Lorenzo Hagerman
DURACIÓN: 87 minutos

Fonte: www.aarp.org/espanol/

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