Envelhecer é uma arte – Adoniran Barbosa

ENVELHECIMENTO E SAMBA:
A música como um recurso para a compreensão da velhice

Comentário do Blog: É com prazer que lhes apresento Jamille Mamed Bomfim Cocentino a autora da Tese de Doutorado cujo nome está acima. Jamille tece o caminho do samba e do envelhecimento com maestria. O link para a  leitura da sua Tese: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/18821/1/2015_JamilleMamedBomfimCocentino.pdf. Transcrevo, também, o Resumo do seu trabalho, que tenho certeza terão a satisfação de ler.

“Nossa proposta consiste fundamentalmente em oferecer uma reflexão sobre o processo de envelhecimento a partir do diálogo com o samba. Acreditamos que reflexões sobre esse gênero de música popular, genuíno e característico da cultura brasileira, pode favorecer uma melhor compreensão sobre o idoso e contribuir para a construção do conhecimento sobre a velhice. Neste trabalho, partimos então de dois entendimentos essenciais que são aprofundados ao longo de seus capítulos, sendo o primeiro deles que
a psicologia clínica pode se beneficiar de uma abordagem sobre o fenômeno da velhice que dialogue com elementos da cultura brasileira. É pressuposto também que a música, especificamente o samba, apresenta potencial de proporcionar, mesmo que momentaneamente, leveza e descontração aos seus apreciadores, ainda que estejam vivenciando realidade adversa. Trata-se de pesquisa interdisciplinar que busca: refletir sobre a importância do samba para a vida psíquica e social na cultura brasileira; discutir a contribuição do samba para uma melhor compreensão da temporalidade na velhice; abordar a relevância do humor no envelhecimento por meio da teoria freudiana e em diálogo com as marchinhas de carnaval; e, por fim, discutir o lugar do idoso na sociedade contemporânea a partir do exemplo do carnaval carioca.”

Palavras-chave: envelhecimento, psicologia clínica, samba e cultura brasileira.

Imagem: flickr.com           Em, 01 de março de 2019

10 thoughts on “Envelhecer é uma arte – Adoniran Barbosa

  1. 0 fenômeno do envelhecimento e o encarar das artes Plasticas com sua autenticidade e vida saudável a apresentar em público.

    1. Seja bem vindo Milton Faria!!!
      Tenho a sensação que te encontrei, em O Olho e a Magia em Vértice. Dá uma olhada:null

      A vida é uma arte. Grande abraço, volte sempre.

  2. O deslumbrar da ideias aplicadas nas artes plasticas(autodidata). Faz compreender de que o significado não vem a dizer o nosso ideal, mas, apenas as nossas conclusões relativas as ideias e nossos pensamentos.

    1. Milton José é uma alegria te receber. Temos várias velhices, ninguém envelhece da mesma forma o quê, também, nos conduz a várias leituras. Em Saber Envelhecer,Cícero enumera as vantagens desprezadas da velhice. Na dedicatória, ele diz: “Senti tal prazer em escrever que esqueci dos inconvenientes dessa idade; mais ainda, a velhice me pareceu repetidamente doce e harmoniosa”.
      Drauzio Varela nos diz que “Ainda que maldigamos o envelhecimento, é ele que nos traz a aceitação das ambiguidades, das diferenças, do contraditório e abre espaço para uma diversidade de experiências com as quais nem sonhávamos anteriormente.” Gosto também do Arnaldo Antunes cantando Envelhecer cuja letra é assim:
      a coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer
      a barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer
      os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer
      os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer
      não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer
      eu quero é viver pra ver qual é e dizer venha pra o que vai acontecer
      eu quero que o tapete voe
      no meio da sala de estar
      eu quero que a panela de pressão pressione
      e que a pia comece a pingar
      eu quero que a sirene soe
      e me faça levantar do sofá
      eu quero por Rita Pavone
      no ringtone do meu celular
      eu quero estar no meio do ciclone
      pra poder aproveitar
      e quando eu esquecer meu próprio nome
      que me chamem de velho gagá
      pois ser…
      Volte sempre, ou melhor, não demore para retornar. Sempre teremos arte ou artes na conversa sobre velhice. O ideal, penso, é tão variável quanto as formas de envelhecer. Grande abraço.

  3. 0 estágio de vida alcançada em meus 82 (oitenta e dois ) degraus de vida. É muito interessante, demostrando atitude de vida que faz alongar mais a esteira para ajudar na caminhada do dia a dia do amanho da terra. A alegria é tanto que os pensamentos vertem com a compreensão daqueles que aludem nos existencialismo do entender da vida, que estende dia a dia com o caminhar para ideias que prevalecem nas criações visuais de suas atitudes, que passa a criar ideias e com pensamentos vigorantes que a estrada abre ao ideal de conquistas. Os riscos surgem em diversos formatos até completar o compreender dos observadores que são muitos e variados, tentando decifrar aquilo que foi proposto dentro do parâmetro da realidade do dia a dia, atingindo uma meta que a realidade é compreensível na sutileza do desvendar os mistérios que tomou um formato de proporções que atentam ao diálogo para as discussões das veredas surgentes no vertedouro do entendimento. Pois, finalizando digo que comecei a deslocar a esse setor em 2009 (pintor autodidata).

  4. Administrador deste blog peço autorização para publicar artigo de minha autoria em a coluna cometário. Aguardo. Milton Jose de Faria.(Milton Faria) mjf.faria.

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